Integrantes do Comitê Suprapartidário pela Moralização na Administração Pública de Apucarana mantiveram anteontem à noite, uma reunião com líderes do movimento similar articulado em Londrina, em setembro do ano passao. Durante o encontro, realizado no salão comunitário da Catedral Nossa Senhora de Lourdes, o advogado Carlos Scalassara e o padre Manoel Joaquim Rodrigues dos Santos, explicaram em detalhes como nasceu e foi estruturado o Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina, que reúne mais de 80 entidades civis.
Padre Manoel Joaquim, que é diretor da Rádio Alvorada e assessor de imprensa da Arquidiocese de Londrina, relatou todos os passos e etapas de trabalho do movimento. Ele falou sobre a organização espontânea da sociedade e a importância de o movimento não ter qualquer vinculação política.
O advogado Carlos Scalassara ressaltou sobre o papel do Ministério Público, e o apoio que a sociedade pode dar, acompanhando as investigações e promovendo eventos e manifestações em momentos oportunos.
Em Apucarana o comitê queria uma comissão especial de investigação, na Câmara de Vereadores, para investigar denúncias de irregularidades administrativas que teriam sido praticadas pelo prefeito Carlos Scarpelini (PSDB). As mesmas acusações, que surgiram a partir de panfletos apócrifos, já estão sendo alvo de investigação do MP e do Tribunal de Contas.
Ainda durante a reunião de anteontem, lideranças do movimento anunciaram a retirada de seis partidos políticos do comitê, como forma de garantir que o trabalho seja conduzido com total isenção. Os partidos que haviam subscrito o documento pela criação do comitê foram o PMDB, PT, PDT, PST, PSL e PSC, todos de oposição ao prefeito Carlos Scarpelini (PSDB).
Em Londrina, integrantes do Movimento pela Moralização realizam uma manifestação hoje, às 10 horas, no Calçadão. Eles vão apresentar uma encenação da sessão de julgamento do prefeito afastado, Antonio Belinati (PFL).

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