Curitiba - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná, Juliano Breda, acompanhou a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. Para ele, o caso envolvendo o ex-presidente do TJ é lamentável dentro do Judiciário do Estado. "É uma decisão que choca porque se trata do chefe de um dos três Poderes do Paraná. Ao mesmo tempo há que se destacar a profundidade e rapidez com que o CNJ atuou neste caso. Toda a sociedade precisa de uma resposta e esperamos que tudo se esclareça o mais breve possível", destacou.
Segundo ele, as denúncias e a investigação desenvolvida pelo CNJ servem de lição para o Judiciário. "O que ocorreu e está sendo apurado se trata de um caso específico dentro de centenas de desembargadores. É preciso ressaltar que a transparência e a legalidade têm que pautar todas as ações do Judiciário", completou.
O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), Fernando Ganem, disse que espera que seja um julgamento justo, e que o desembargador tenha amplo direito à defesa, livre de qualquer pressão externa. "Não acredito que a imagem do TJ possa ser manchada por se tratar de um caso específico. É claro que uma liminar determinando o afastamento do magistrado respinga em toda a categoria, mas vamos aguardar a evolução do julgamento. Seja inocente ou culpado o que se espera é uma resposta rápida do CNJ", afirmou.
O novo presidente do TJ, desembargador Guilherme Luiz Gomes, eleito no último dia 3, foi procurado pela reportagem, mas a assessoria de imprensa informou que ele não iria se manifestar sobre o assunto. (R.C.J.)

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