Entidade sindical defende Cosmo e rebate promotor
A Social Democracia Sindical (SDS), entidade instalada em Curitiba, saiu em defesa ontem da Cooperativa de Trabalhadores Autônomos de Curitiba (Cosmo), que vem sendo motivo de polêmica em função de um contrato sem licitação regulamentar com a Prefeitura de Curitiba. O secretário-geral da entidade, Feliciano Moreira, contestou as afirmações do procurador do Trabalho Jaime José Bílek Iantas de que a cooperativa é uma empresa de intermediação de mão-de-obra usada para contratações sem respeitar as leis sociais.
O convênio, cujo encerramento em 31 de dezembro foi informado anteontem pelo prefeito Cassio Taniguchi (PFL) é objeto de investigação por parte da Procuradoria Regional do Trabalho. Moreira disse que a Cosmo é filiada à SDS e que ele tem autorização para falar em nome da cooperativa. O dirigente sindical disse que a Cosmo não é uma intermediadora de mão-de-obra. É uma cooperativa de trabalhadores, garantiu, defendendo a relação da entidade com a prefeitura.
A Folha procurou o presidente da Cosmo, Paulo César Rodrigues, mas foi informada que ele está viajando. Moreira confirmou que o contrato venceu no dia 31 de dezembro do ano passado e não foi renovado. Estamos em fase de renegociação de valores, que são diferentes para este ano. Queremos renovar o convênio. Somos uma cooperativa de trabalhadores, declarou. Ele disse que hoje deve ser convocada uma coletiva para a imprensa, quando a Cosmo vai divulgar sua posição. Vamos estudar que medidas tomaremos em relação ao caso e não descartamos medidas judiciais.
Anteontem, o prefeito Cassio Taniguchi recuou em função das denúncias e anunciou que o contrato não seria renovado. No início de dezembro, ele havia garantido que manteria o convênio entre a Cosmo e a prefeitura, por considerar que o projeto que utiliza mão-de-obra da cooperativa em serviços gerais da administração tem cunho social, de valorização da dignidade das pessoas com idade entre 40 e 50 anos. A contratação de cooperados da Cosmo, segundo o Ministério Público, movimentou R$ 3,1 milhões da Prefeitura de Curitiba, sem licitação, desde 1997. (M.D.)





