A renda per capita brasileira, que hoje é de aproximadamente R$ 6.400 ao ano, chegaria a R$ 12.400 nos próximos 20 anos, se o índice de corrupção no País fosse reduzido em apenas 10%, segundo cálculo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Este é um dos argumentos de uma campanha contra a corrupção e a favor do voto consciente, que será lançada na segunda quinzena de julho pela Transparência Brasil, entidade que reúne empresários de diversos setores, juristas, acadêmicos, economistas, entre outros.
‘‘A corrupção cria um custo desnecessário para economia’’, disse o economista Marcos Fernandes Gonçalves da Silva, da FGV. Segundo ele, a corrupção é um dos fatores que comprometem a eficiência dos investimentos na área social, afetando a distribuição de renda.
A Transparência Brasil, instalada no País desde março, é uma divisão da Transparência Internacional, organização presente em 77 países, com sede em Berlim, desde 1992, que tem como prioridade o combate à corrupção no mundo inteiro. ‘‘A corrupção está no topo da agenda da maioria dos países’’, afirmou o presidente da entidade no Brasil e vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon) do Estado de São Paulo, Eduardo Capobianco.
Segundo ele, a sociedade pode mobilizar-se de várias formas no esforço para eliminar o problema, por meio do controle dos gastos públicos e da exigência de políticas adequadas, mas, principalmente, a partir do voto. A campanha, que está sendo desenvolvida pela agência Adag, tem custo zero e será veiculada em TV, jornais, revistas, outdoors e cinema. A fase inicial, mais conceitual, terá como mote o custo da corrupção no Brasil, a partir da pergunta ‘‘Quer ganhar um por fora para ler esse anúncio?’’, seguida do cálculo da FGV.

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