Entidade diz que só ''emprestava'' conta no banco
O presidente da Associação dos Gestores de Escolas Públicas Estaduais do Núcleo Regional de Educação de Londrina (Agenlon), Élcio Lentini, ex-diretor-técnico da FEL, disse ontem que a entidade ''só emprestava'' sua conta para viabilizar o pagamento dos salários de jogadores e comissão técnica da equipe de basquete. ''Não tem nada de desvio de verbas. O auditor está dizendo inverdades. A Agenlon apenas emprestou sua conta para evitar que o basquete tivesse fim'', defendeu-se.
Lentini, mais conhecido na comunidade esportiva como Tupã, combateu a tese de sonegação de imposto defendida pela auditoria municipal. Segundo ele, a entidade não teria condições financeiras de recolher o Imposto de Renda e o Imposto Sobre Serviço (ISS) referentes aos salários dos jogadores. ''Isso não existe. Nenhuma equipe de basquete do mundo faz isso. Hoje os jogadores estão aqui e amanhã já não estão mais'', justificou.
Tupã entregou ao atual presidente da FEL, Marival Mazzio, uma cópia da prestação de contas referente às despesas operacionais do clube em 2001. ''Está tudo lá: extrato bancário, cópia de cheques, notas fiscais, recibo de transferência de jogadores. Não temos nada a esconder'', disparou.
Segundo a auditoria, o prazo de 15 dias para a entidade elaborar o contraditório de defesa já se encerrou. ''Só recebi o documento na última segunda-feira'', disse Tupã.
A Folha tentou localizar o ex-presidente Marcelo Paulino para repercutir as denúncias contra sua gestão, mas não conseguiu localizá-lo. (G.G)





