Curitiba - A escolha do comando da Assembléia Legislativa do Paraná para os próximos dois anos permanece com a mesma regra da disputa anterior. A possibilidade de se votar em nomes separadamente, e não numa chapa fechada, como chegou a ser defendido por um grupo de parlamentares, foi ''enterrada'' ontem. O deputado estadual Caíto Quintana (PMDB), um dos que publicamente defendeu a mudança, admitiu a ''dificuldade''. ''Como a possibilidade da candidatura avulsa não consta no Regimento Interno da Casa, não haveria nem tempo hábil para modificar a regra'', afirmou o peemedebista.
Hoje, às 11 horas, o presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (DEM), vai conduzir uma reunião entre os líderes da Casa para discutir a eleição da Mesa, prevista para ocorrer até o próximo dia 10. A reeleição da chapa encabeçada por Justus e pelo primeiro-secretário, Alexandre Curi (PMDB), já é considerada certa nos bastidores. Mas um nome ou outro dentro da Mesa pode mudar. Justus explica que os partidos que tiverem cargos na Mesa, que é composta por nove membros no total, podem indicar outros parlamentares. ''Pode ter mudança de nomes, mas a composição partidária da Mesa será igual'', disse Justus.
Sobre a tentativa de um grupo de parlamentares favoráveis à candidatura avulsa, Justus comentou que, no passado, a Casa já ''experimentou a idéia''. ''Numa candidatura avulsa, um partido majoritário pode ficar com toda a Mesa. E o importante é distribuir democraticamente. Não pode ter ditadura.''
Para Caíto, entretanto, a discussão sobre o assunto deve ser retomada no futuro. ''Acho que devemos pensar em inscrições individuais e também por chapas, como já tem na Câmara Federal. Eu particularmente também sou contra a reeleição para o mesmo cargo e a favor da votação secreta'', disse ele.
Pauta do Legislativo
Outra discussão que está prevista para ocorrer hoje na reunião das lideranças diz respeito à pauta de votações da Assembléia Legislativa até o fim do ano. ''Vamos decidir o que vamos apreciar esse ano, o que é mais urgente.'' Entre os projetos de lei que ainda devem passar pelo plenário estão a reforma tributária e a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2009. A proposta que prevê dar mais transparência aos atos do Legislativo, conforme prometido pelo presidente da Casa, não deve ser colocada em votação até o final do ano. ''Meu compromisso é entregar a proposta até o fim dessa minha gestão, que acaba em fevereiro'', sinalizou ele. As sessões ordinárias até o recesso parlamentar seguem até o dia 22 de dezembro.

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