Como foi aprovado na Câmara Federal, o projeto de lei que amplia as terceirizações para as atividades-fim das empresas também institui a cobrança de impostos e contribuições federais para empresas contratantes. Hoje, só as empresas intermediadoras de mão de obra terceirizada é que sofrem essa cobrança. Segundo o projeto, haverá cobrança de 1,5% do Imposto de Renda (IR), de 1% da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), de 3,65% de PIS/Cofins e de 11% do INSS. Esses impostos e contribuições deverão ser retidos pelas empresas contratantes, como queria o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.
Apesar da vitória da Fazenda, preocupada com a melhora das contas fiscais, a cobrança de FGTS ficou de fora do projeto final. As empresas contratantes devem apenas fiscalizar que o FGTS será recolhido pela empresa contratada.
O projeto também prevê a manutenção do salário aos trabalhadores que sejam contratados para a "prestação dos mesmos serviços terceirizados, com admissão de empregados da antiga contratada".
O artigo 8 do projeto final prevê que os trabalhadores terceirizados que passem a atuar na atividade-fim sejam representados pelo sindicato da categoria. Essa alteração não agrada empresários, que desejavam a formatação anterior. Pelo projeto original, se um terceirizado fosse contratado para exercer a função de metalúrgico numa fábrica de carros, isto é, a "atividade-fim" nesta empresa, ele seria ligado a um sindicato dos terceirizados, que tem menos força e influência do que os sindicatos dos metalúrgicos; agora não.
A votação ocorreu com as galerias vazias e o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), principal defensor da matéria, não permitiu a entrada de representantes da CUT, aos quais chamou de "vândalos".

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