- Até 94, os Estados mantinham suas contas razoavelmente sob controle graças à inflação, que corroía sua despesa principal: os gastos com o funcionalismo público.
- Juntos, os governos estaduais e municipais tiveram um déficit de R$ 3,2 bilhões em 94 e terminaram o ano com uma dívida total de R$ 53 bilhões.
- O primeiro sintoma da crise dos Estados foi a quebra dos bancos estaduais do Rio e de São Paulo, que, sem receber empréstimos feitos a seus governos, sofreram intervenção federal no final de 94.
- Em 95, o déficit dos Estados e municípios saltou para R$ 17,4 bilhões, 48,2% do déficit público naquele ano.
- Os governadores culparam os juros do Banco Central pelo rombo nas contas. Entretanto, mesmo sem considerar os gastos com a dívida, os Estados registram déficit até hoje.
- Após negociações com São Paulo para o saneamento do Banespa, o governo federal decidiu oferecer a todos os governadores acordos para a renegociação das dívidas estaduais.
- Pelos acordos, a União assumiu as dívidas dos Estados com o mercado, e os Estados pagam seus débitos à União com descontos, juros de 6% a 7,5% ao ano e prazo de 30 anos.
- Em troca, os Estados devem privatizar estatais, reduzir gastos com pessoal e limitar seu endividamento ao equivalente a um ano de receita. Apenas Tocantins, Amapá e Distrito Federal não aderiram ao programa.
- No ano passado, com grande parte dos acordos em vigor, a participação dos Estados e municípios no déficit público caiu a 33,8%.
- Até setembro de 98, segundo os dados mais atualizados do Banco Central, a dívida dos Estados estava em R$ 110,6 bilhões.
- O Congresso está examinando projetos que permitem aos Estados demitir servidores para que as despesas com pessoal caiam a 60% da arrecadação.
- Segundo dados atualizados até 97, 16 Estados (AL, ES, GO, MA, MG, MS, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RS, SC, SE e SP) e o Distrito Federal estão acima desse percentual.

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