Na primeira fase da mesa-redonda do Marista, cada candidato pôde falar sobre propostas gerais de governo. Barbosa Neto abriu a série, falou sobre a idéia de criar escolas integrais. Farage lembrou que seus quatro filhos estudaram no Marista e reforçou a idéia de que quer administrar Londrina como uma ‘‘grande empresa.’’
Luiz Carlos Hauly também disse que tem um filho estudando no Marista e listou os cinco pontos principais de seu eventual governo, privilegiando a transparência das contas públicas. ‘‘É o pacote mãos limpas’’, nomeou. Depois, citou o escândalo de corrupção na Prefeitura de Londrina e foi muito aplaudido.
Cheida foi o único que falou em pé. Lembrou que quando foi prefeito, criou a ‘‘prefeitura vai à escola’’ e o primeiro colégio atendido foi o Marista. E aproveitou para ‘‘cutucar’’ Hauly. ‘‘Tem gente que faz aqui um discurso moralizante, mas deveria também fazer em Brasília, como nos casos de Eduardo Jorge ou compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique’’, afirmou.
Em seguida, disse que, para ser prefeito, é necessário sensibilidade social – e atacou Farage. ‘‘Por isso fico muito desconfiado quando alguém diz que quer administrar Londrina como uma empresa.’’
Nedson encerrou a série destacando que a sua candidatura é de oposição e está desvinculada de qualquer grupo de poder – tanto em nível federal, estadual ou municipal. Em seguida, lembrou que o voto aos 16 anos de idade foi aprovado graças à mobilização das esquerdas. Destacou também que a ‘‘gestão do prefeito eleito se forma ainda na campanha’’. ‘‘Quem é eleito por um grupo econômico, quando senta na cadeira vai pensar em como atender a esse grupo. Por isso é importante saber quem é apoiado por quem.’’ (L.H.)

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