Curitiba - Aumentar a participação das mulheres em instâncias representativas da sociedade, como em câmaras e assembléias legislativas, se tornou um desafio para entidades e órgãos públicos. A avaliação é da representante da União Brasileira de Mulheres na II Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres, realizada em Curitiba, Elza Maria Campos, que também integra o Conselho da Mulher do Paraná, ligado ao Governo do Estado. ''Houve um aumento da participação de mulheres nas chamadas instâncias representativas da sociedade, isto é, em sindicatos, em associações de moradores. Mas nos parlamentos a gente verificou que houve até uma redução da participação da mulher'', afirma ela.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre o número de mulheres eleitas nos pleitos de 2006 e 2004 no Brasil, revelam que o sexo feminino corresponde a 12,34% do total de senadores, 8,77% do total de deputados federais, 11,61% do total de deputados estaduais e distritais e 12,65% do total de vereadores. No Poder Executivo, as mulheres são 14,81% do total de governadores de Estado e 7,52% do total de prefeitos de municípios. No Poder Judiciário, são duas mulheres entre os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, quatro mulheres entre os 33 ministros do Superior Tribunal de Justiça, uma mulher entre os 17 ministros do Tribunal Superior do Trabalho e uma mulher entre os sete ministros do TSE. Entre os 15 ministros do Superior Tribunal Militar, não há nenhuma mulher.
A II Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres foi aberta ontem, com a presença da ministra especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, e se encerra hoje. Além de discutir a participação das mulheres na esfera pública, o evento tem como objetivo avaliar o plano nacional de políticas para a mulher, implantado em 2005. ''Hoje existem 20 governos estaduais que estão seguindo as diretrizes do plano. Na semana passada, os Estados de Sergipe e de Rondônia começaram a aplicá-lo também'', informou a ministra.
Outra proposta que será debatida no evento é a criação de uma Secretaria Especial para as Mulheres dentro da estrutura do Executivo. A reivindicação é levada por representantes regionais e municipais do Conselho da Mulher do Paraná.

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