Arquivo FolhaMaria Lúcia: a mulher está assumindo mais seu papel na vida pública‘‘A primeira-dama não pode se limitar a festas, recepções, posar para retratos. Tem que eliminar a tradição de caridade oficial’’. O recado foi dado ontem pela socióloga Maria Lúcia Victor Barbosa, uma das palestrantes do Encontro de Primeiras-Damas Paranaenses, encerrado no Crystal Palace Hotel. O evento foi promovido pelo PHD - Instituto de Aperfeiçoamento Profissional, de Londrina. Participaram 60 primeiras-damas de todo o Estado.
Maria Lúcia fez palestra sobre ‘‘A mulher na vida pública’’ abordando a subordinação da mulher que a levou a uma participação política limitada. ‘‘Hoje ela vem assumindo cada vez mais seu papel na vida pública’’, emenda. A socióloga, autora do livro ‘‘O voto da pobreza e a pobreza do voto’’, lembra que a primeira-dama pode ter um papel importantíssimo na ‘‘arte’’ de bem governar junto com o marido, eliminando aspectos paternalistas da política brasileira. ‘‘Ela pode e deve atuar na área social e de educação e ser um elo neste intercâmbio entre povo e governo’’.
Uma das organizadoras do Encontro, Gladys Fregoneze, disse que o objetivo foi dar subsídios às participantes para que elas fujam do assistencialismo e trabalhem com a assistência social. A relações públicas do cerminonial do Palácio do Planalto, Mercedes Elizabeth Von Glehn Santos, também fez palestra.
Nos intervalos entre as palestras, as primeiras-damas mostraram que não querem só aprender como é possível desenvolver um trabalho sério frente à administração municipal. Elas não perderam a chance de posar para fotos ao lado da relações públicas do Palácio do Planalto e assistiram a um desfile de modas antes do almoço de ontem.

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