Curitiba - Curitiba sediou no final de semana, o primeiro encontro regional para debater a criação da União Geral dos Trabalhadores (UGT), que será lançada em São Paulo, no mês de julho. A nova entidade sindical vai unificar três centrais: Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT), Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e Social Democracia Sincical (SDS), além de mil sindicatos independentes. A UGT já nasce ''grande'' com a representanção de 6 milhões de trabalhadores, se comparada ao total de filiados da Central Única de Trabalhadores (CUT), aproximadamante 10 milhões.
Durante o encontro, que aconteceu no sábado, as lideranças observaram que houve uma pulverização do sindicalismo brasileiro e falta de representatividade consistente da classe. De acordo com Carlos José Zimmer, presidente do Conselho Estadual dos Trabalho e secretário da comissão nacional da CGT, a nova central já pode ser considerada a maior do Paraná.
Enilson Simões de Moura, presidente da SDS, justifica que a unificação de centrais é uma exigência dos tempos atuais e experiência já em andamento na Europa e na América Latina. A proposta da UGT é praticar o ''sindicalismo cidadão''. ''O trabalhador é visto além da relação capital e trabalho, do assalariado, colocando como causas de luta questões sociais e a exigência de serviços públicos e privados de qualidade'', disse Moura.
Quanto a Reforma Trabalhista, a UGT pondera que ela é necessária, mas jamais poderá suprimir os direitos já conquistados pelo trabalhador. ''Será uma forma de atualizar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que deve ser enxugada por apresentar uma série de 'penduricalhos' que não são mais praticados, sem a flexibilização dos direitos do trabalhador'', disse Canindé Pegado, secretário geral da CGT.

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