Rio de Janeiro - Policiais da DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense), em Belford Roxo, prenderam ontem mais dois envolvidos no assalto à casa do coronel reformado Paulo Malhães e concluíram o inquérito no qual afirmam que a morte do militar não foi premeditada. Malhães morreu no dia 25 de maio em seu sítio, em Nova Iguaçu. De acordo com a polícia, a residência foi invadida por dois homens - Rodrigo Teles e Anderson Pires Teles, irmãos do caseiro Rogério Teles, estes três já presos. O objetivo dos invasores, ainda segundo a polícia, era levar as armas de Malhães, 13 ao todo, sendo duas de pressão. O armamento já foi recuperado e reconhecido pela viúva, Cristina Batista Malhães. Titular da DHBF, o delegado Pedro Henrique Medina disse que o caso foi latrocínio (roubo seguido de morte). "Eles não receberam dinheiro, como mostrou a quebra de sigilo bancário. Portanto, queima de arquivo está descartada", disse, em referência à possibilidade de a morte do militar ter ligação com sua vida pregressa, de torturador durante a ditadura militar (1964-1985).

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