Empréstimos pautam reunião de Beto com deputados federais
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
José Lazaro Jr. <br>Reportagem Local 
Curitiba - O governo do Paraná precisa do apoio da bancada de deputados em Brasília para liberar dois empréstimos ao Estado. Essa foi a tônica da reunião de quatorze federais, ontem, com o governador Beto Richa (PSDB). São R$ 817 milhões do Banco do Brasil e R$ 735 milhões do Banco Mundial (Bird), que dependem de liberação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para serem depositados nos cofres da administração tucana. Existem outros R$ 2 bilhões pendentes na STN, mas esses empréstimos ''são prioridade'', disse Reinhold Stephanes (PSD), da Casa Civil, para a FOLHA.
''Quando Beto assumiu o Paraná, o Estado tinha cerca de 40 pendências no Cauc (Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias) e no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal), da Secretaria do Tesouro Nacional. Essas pendências tinham a ver com dívidas, falta de documentos na prestação de contas. Onze delas eram questões ligadas a órgãos que não existem há anos'', afirmou Stephanes. O chefe da Casa Civil informou que falta apenas uma pendência da lista, relacionada à extinta Secretaria de Estado dos Transportes. ''Esperamos resolver isso nessa semana'', adiantou o político.
FOLHA apurou que o governo deseja ter esses recursos em caixa até 30 de junho. Contudo, um obstáculo à meta é o fato de o Paraná ter aumentado os gastos com pessoal no último quadrimestre, chegando a 47,68% de comprometimento da receita corrente líquida com essa despesa (acima dos 46,55% exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e cobrados pela STN). Stephanes nem coloca isso na lista de pendências, mas é onde mais vai precisar dos deputados federais. Ele imagina que uma ação conjunta deles faça com que o governo federal reveja a situação do ensino superior no Estado.
''O Paraná é o único Estado do Brasil que sustenta o seu próprio ensino superior. Nós temos sete universidades estaduais e duas federais. Minas Gerais tem 17 federais. Rio Grande do Sul tem 13 federais e uma estadual. É por isso que dificilmente o Paraná se enquadra nos limites de gasto com pessoal. Ou o governo federal ajuda no custeio, ou autoriza que a despesa seja retirada da base de cálculo. Se fizesse isso, estaríamos 8% abaixo do limite'', apela Stephanes. A reunião foi a primeira iniciativa de Marcelo Almeida (PMDB), novo coordenador da bancada em Brasília. Do PT, só participou André Vargas, que prometeu colaborar da ''missão'' desde que ninguém a transforme em ''disputa política''.


