O relatório parcial divulgado ontem é categórico em afirmar que os empréstimos bancários, de R$ 55 milhões, tomados nos bancos BMG e Rural por Marcos Valério e repassados ao PT não existiram de fato, sendo apenas simulações para esconder a verdadeira origem do dinheiro. Para embasar essa afirmação são listados seis argumentos, entre eles o fato de não haver contrato formal entre as empresas de Valério e o PT, além de inconsistência na identificação de entradas e saídas de recursos nas agências de publicidade, o que indicaria fraude contábil.
Também foi citado o fato de contratos das agências de publicidade com o Banco do Brasil, Eletronorte e Correios terem sido dados como garantia para os empréstimos, quando serviriam no máximo como demonstração de capacidade de pagamento, isso porque seriam meras expectativas de crédito. Além disso, esses contratos vedam a possibilidade de serem utilizados dessa forma.
O relatório parcial também analisa as possíveis fontes de recurso que alimentaram o esquema. Entre elas estariam contratos das agências de Valério com o poder público, como o Banco do Brasil; os bancos BMG e Rural para obtenção de vantagens junto ao governo; recursos de empresas privadas com interesse no governo que contrataram as agências de publicidade; corretagem em investimentos de fundos de pensão e recursos vindos do exterior.
Visanet
O deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ) apresentou ontem estudo sobre os rendimentos que a DNA Propaganda, de Marcos Valério, teria obtido a partir de investimentos financeiros com uso do dinheiro de adiantamentos concedidos pelo Fundo Visanet - do qual o Banco do Brasil é sócio. ''Ele, Valério, pegou o dinheiro adiantado e investiu, conseguindo o rendimento de R$ 3,4 milhões em 13 meses. Isso pode ser considerado é crime de apropriação indébita'', disse Paes. (Folhapress)

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