São Paulo - É relativamente simples superfaturar notas fiscais de fornecedores, que, descontados o imposto e a parte do intermediário, entregam o resto para o destinatário. Também não há dificuldade em simular ''sangria de estoque'': perdas que toda empresa sofre em suas operações. E há setores que trabalham com muito dinheiro em espécie, e não precisam se preocupar com contabilidade.
As empresas com contas em paraísos fiscais podem efetuar depósitos nas contas dos arrecadadores no exterior que repatriam o valor com doleiros. Frequentemente, as doações vêm por serviço prestado pela empresa, seja o transporte de avião ou a confecção de material de propaganda. Por analogia, no meio de grandes doadores, a moeda não é o real, mas a ''camiseta''. Uma camiseta equivale a R$ 1 mil em doações.
Bancos podem emprestar dinheiro a um juro mais baixo ou não cobrar a dívida. O esquema pesado montado por alguns bancos em Brasília já causou algum desconforto até mesmo na Febraban, que preferiria que eles atuassem em conjunto. (L.S.)

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