O diretor-administrativo da Francovig, Francisco Henrique Francovig, negou que a empresa tenha manipulado planilha para conseguir preço mais alto na tarifa. ‘‘Encomendamos um estudo a uma empresa especializada de São Paulo a título de sugestão, mas em momento algum fizemos qualquer manipulação. Mesmo porque todas as tarifas definidas pelo município foram aquém das nossas necessidades’’.
Ele reconheceu, porém, que a taxa de administração cobrada pela Comurb das empresas de transporte não está sendo recolhida pela Francovig desde agosto de 99. ‘‘Momentaneamente deixamos de recolher por causa da redução média de R$ 55 mil por mês na receita, causada pela integração das linhas distritais’’, alegou.
Gildalmo de Mendonça, gerente geral da TCGL, também negou irregularidades. ‘‘Se há manipulação, é em prejuízo nosso’’, reclamou. Ele disse que a empresa tem um controle rigoroso de todos os itens que compõem a planilha de custo e, em época de aumento, a nova planilha é encomendada para uma empresa especializada.
‘‘Esse trabalho vai para a Comurb apenas como sugestão. Mas todas as vezes o aumento o valor da tarifa ficou abaixo do que pedimos’’, observou. Gildalmo também garantiu que o ex-assessor Carlos Júnior não tem nenhuma relação com a TCGL e nunca negociou em nome da empresa.
No final da tarde, o presidente da Comurb, Gustavo Santos, disse que só vai se manifestar hoje sobre o assunto, depois de consultar o departamento técnico da companhia. ‘‘Quero dar uma resposta técnica’’, justificou. (L.H. e Patrícia Zanin)

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