Curitiba - Mesmo após a decisão da Caminhos do Paraná em reduzir o preço de suas tarifas, as concessionárias Ecovia, Rodonorte, Econorte e Viapar continuam brigando na Justiça para obter um reajuste médio de 15,34% no preço de suas praças de pedágio. As concessionárias, no entanto, não descartam a possibilidade de chegar a um acordo com o governo que implique em redução dos preços praticados.
Segundo o presidente regional da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, as negociações independem de ações judiciais. ''As concessionárias buscam o reajuste que está previsto em contrato, para cobrir despesas já realizadas ao longo do ano. Mas, como sempre, as empresas estão abertas ao diálogo. A ação judicial visa garantir o direito das concessionárias caso as negociações com o governo não progridam'', ressaltou.
Nesta semana, representantes de pelo menos duas concessionárias devem sentar-se com o secretário de Estado dos Transportes, Waldyr Pugliesi, para buscar um entendimento. De acordo com Chiminazzo, a Ecovia e a Rodovia das Cataratas (que não ingressou com ação buscando reajuste) estão em fase mais adiantada de conversa. Representantes da Econorte tinham reunião marcada ontem com Pugliesi, mas o resultado do encontro não foi divulgado.
De acordo com o presidente da ABCR, a redução das tarifas pela Caminhos do Paraná não enfraquece a posição das concessionárias. ''Cada empresa é livre para adotar as medidas que achar cabíveis. A Caminhos do Paraná não foi prejudicada, pois foi isenta de investimentos e teve um novo trecho concedido para a exploração. Cabe aos diretores e acionistas das demais concessionárias verificar se a isenção dos investimentos em troca da redução das tarifas é aceitável'', disse.
Chiminazzo destacou que o acordo com a concessionária mostra uma mudança na postura do governo, que antes ameaçava romper os contratos unilateralmente e encampar as praças de pedágio. ''Essa nova postura mostra que o governo passou a reconhecer a importância das concessionárias para o sistema viário do Estado. A proposta divulgada hoje (ontem) já havia sido enviada para o governo em julho'', ressaltou.

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