Curitiba - As empresas foram as maiores financiadoras do total arrecadado pelos oito candidatos a prefeito de Curitiba nas eleições 2008. Pessoas jurídicas (PJ) investiram cerca de R$ 9,3 milhões em dinheiro ou serviços para as campanhas. O valor corresponde a aproximadamente 60% dos R$ 15,85 milhões arrecadados na tentativa de comandar a administração municipal, segundo informações da prestação de contas dos candidatos enviadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e repassadas pelas assessorias de imprensa.
  O prefeito reeleito Beto Richa (PSDB) teve a maior arrecadação, cerca de R$ 6,9 milhões, e também o maior volume de doações de empresas. O tucano recebeu mais de R$ 4,5 milhões de PJs, a maior parte de construtoras. Entre as maiores colaboradoras do prefeito estão a Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A e a Construtora Triunfo, que doaram R$ 300 mil cada. A Camargo Corrêa foi uma das contratadas, via licitação, para executar a primeira fase da Linha Verde. Outras grandes empresas como o Banco Itaú, a CR Almeida, Gerdau e Imcopa também investiram R$ 100 mil cada na campanha de Beto. Ao todo mais de 100 empresas colaboraram com a reeleição do candidato.
  Gleisi Hoffmann (PT) conseguiu arrecadar cerca de R$ 6,5 milhões, quase R$ 3 milhões deles oriundos de empresas. A construtora Camargo Corrêa, a mesma que doou para Richa, também destinou R$ 500 mil à candidata petista. A Bracol Holding, empresa que comercializa equipamentos de proteção individual, a Construtora OAS e a UTC Engenharia investiram na campanha de Gleisi R$ 250 mil cada uma. Outras empresas como a Pólis propaganda, a Vega Engenharia Ambiental e a WTorre Construção aplicaram juntas R$ 600 mil na campanha e fazem parte de uma lista de 30 empresas doadoras. O PT enviou R$ 2,38 milhões à campanha.
  O terceiro candidato que mais arrecadou foi Carlos Moreira (PMDB). De cerca de R$ 2 milhões captados pelo candidato, R$ 1.689.060,09 vieram de empresas. A maior colaboradora foi a H Print Reprografia que doou R$ 350 mil à campanha, em segundo lugar a Sul Plata Trading do Brasil, que contribuiu com R$ 150 mil. A Cia de Cimento Itambé e a Gerdau Comercial de Aços repassaram R$ 100 mil cada ao candidato. O PMDB também contribuiu com R$ 100 mil.
  O PV, de Maurício Furtado, foi o único partido que não aceitou contribuição de empresas. Os pouco mais de R$ 126 mil arrecadados para a campanha vieram de doações do próprio partido e de militantes.
  Ricardo Gomyde (PC do B) recebeu de empresas R$ 20.046 dos R$ 38.388 arrecadados. A maior colaboradora foi a Sita Transportes de Cargas que repassou R$ 10 mil.
  Bruno Meirinho (PSOL) recebeu R$ 8 mil reais do escritório de advocacia Trindade e Arzeno. O valor faz parte dos R$ 12.900,00 arrecadados.
  Já Lauro Rodrigues (PT do B) afirma, por meio de sua assessoria, que todo o valor investido em sua campanha, cerca de R$ 100 mil foi repassado, em serviços pela Produtora Zero Quarenta e Um.
  Fábio Camargo não informou à reportagem quais foram os doadores de sua campanha. A assessoria do candidato apenas afirmou que cerca de 60% dos recursos obtidos, R$ 133 mil, eram oriundos de PJs.

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