Empresas de Londrina substituem Ciap
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quinta-feira, 09 de dezembro de 2010
Eli Araujo<BR>Reportagem local 
A Prefeitura de Londrina anunciou, no começo da noite de ontem, os nomes das duas empresas que vão substituir o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) na prestação de serviços essenciais na área de saúde no município As empresas vencedoras são o Instituto Gálatas e o Instituto Atlântico, ambas de Londrina
O Instituto Atlântico ficará responsável, a partir de hoje, pelo Serviço Movel de Atendimento à Urgência (Samu), Policlínica e Sistema de Internação Domiciliar (SID), ao custo mensal de R$ 809 mil; e o Instituto Gálatas ficará responsável pelo Programa Saúde da Família e programas afins ao custo mensal de R$ 1,34 milhão
O anúncio oficial foi feito pelo secretário da Saúde, Agajan Der Bedrossian, na presença de integrantes do Conselho Municipal da Saúde e representantes das empresas Segundo ele, a Prefeitura vai economizar R$ 187 mil por mês com as novas empresas Com o Ciap, o custo mensal era de 2,3 milhões
Ao todo, nove empresas se habilitaram para o processo As duas consideradas mais capacitadas foram descartadas porque os preços eram elevados e não houve como reduzir os custos
Agajan disse que o contrato emergencial terá validade por seis meses e não será prorrogado em hipótese nenhuma
Os representantes das duas empresas Lucas Modesto, da Atlântico, e Gláucia Chiararia, da Gálatas, garantiram que o serviço será prestado de forma transparente, que não terá problema de continuidade e que o pessoal que já vinha prestando o serviço será reaproveitado
Como estava previsto, as duas empresas encaminharam a documentação necessária ontem à tarde Às cinco horas, o secretário da Saúde, Agajan Der Bedrossian informou que da parte dele estava tudo em ordem e que o material já havia sido encaminhado para a assessoria jurídica e a secretaria de Gestão Pública, a quem caberia a análise final dos aspectos burocráticos
A entrada em operação das novas empresas representa o fim do contrato entre a Prefeitura de Londrina e o Ciap, mas não o fim da tumultuada relação entre as duas partes nos últimos meses
Agajan não quis entrar em detalhes sobre os problemas deixados pelo Ciap e que ainda aguardam definição, como, por exemplo, o pagamento do décimo terceiro salário aos servidores e da rescisão de contrato de trabalho ''A partir de agora, vamos administrar etapa por etapa; estamos entrando em uma nova era'', afirmou
Para ele, o fim do contrato com o Ciap representa o fim do monopólio na prestação de serviços essenciais na área de saúde em Londrina Ele vai estudar o assunto durante a vigência do contrato emergencial, quando deverá haver licitação para as empresas que vão assumir em definitivo a prestação destes serviços na cidade


