Duas das três empresas envolvidas na denúncia apresentada ao Ministério Público em Rolândia negam a ocorrência de irregularidades. Os proprietários alegam que os contratos são legais e que o serviço está sendo integralmente prestado. Apenas o proprietário da M.A. Bortolasci, Márcio Antônio Bortolasci, se negou a falar sobre o assunto.
''Nós estamos tomando providências jurídicas e não vou comentar para não prejudicar. Quando tudo for esclarecido, vamos falar com a imprensa'', afirmou.
O proprietário da Ravaneda e Ravaneda, Hemerson Ravaneda, afirmou que o serviço prestado por sua empresa à Prefeitura de Rolândia não é compartilhado com nenhuma outra empresa. ''Nosso trabalho envolve gerenciamento da rede lógica de dados, acesso a usuários, política de segurança, e assessoria em aquisição de equipamentos. Eu não não dou suporte a sistemas, não arrumo computador, quem mexe com isso é a Bortolasci'', justificou.
''O vereador fez confusão porque a Receita Federal cadastra as empresas de assessoria sob um mesmo código, mas se observasse os objetos dos contratos veria que são bem diferentes.'' Hemerson Ravaneda alega que a prefeitura economizou quase 50% em custos de telefonia após adotar as sugestões de sua empresa.
O proprietário da MD Assessoria em Informática, Paulo Roberto Fernandes, afirmou que não tem contrato com a Prefeitura de Rolândia. ''Eu presto serviços eventuais e só recebo por trabalho executado. Geralmente sou chamado quando precisam corrigir dados''.
Questionado sobre a explicação do TC de que o sistema de transmissão de dados é gratuito e pode ser obtido na internet pelas prefeituras, Paulo Fernandes diz que a assessoria nesta área é sua especialidade. Segundo ele, a MD já foi contratada ''3 ou 4 vezes'' esse ano pela prefeitura e cobra em média, R$ 2 mil a cada serviço. (F.C.)

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