Empresários se unem por reforma
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de março de 1998
Carmem Murara 
DivulgaçãoAo trabalhoEmpresários e políticos lançam a Frente Nacional da Livre Iniciativa: adesão de 280 deputados e 40 senadores Empresários e políticos de todo o País estão apostando na Frente Nacional da Livre Iniciativa para pressionar o governo federal a fazer uma reforma tributária de acordo com o interesse do empresariado. Eles querem redução da carga tributária, que hoje representa 32% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). As empresas pretendem usar a frente parlamentar para pressionar o governo a baixar as taxas de juros.
A Frente Nacional da Livre Iniciativa foi criada há dois meses no Congresso e é formada por três setores parlamentares distintos: microempresas, cooperativismo e agricultura. A frente é suprapartidária e, segundo seus organizadores, já conta com a adesão de 280 deputados e 40 senadores.
Após o lançamento nacional da frente, os coordenadores estão percorrendo os Estados para apresentar a proposta às entidades comerciais e industriais. A apresentação no Paraná foi ontem, na sede da Associação Comercial (ACP). Estiveram presentes entidades ligadas à indústria de autopeças e plástico, representantes da ACP e os deputados Francisco Horta (PFL-MG) e Abelardo Lupion (PFL-PR).
Coordenador geral da Frente Nacional da Livre Iniciativa, Francisco Horta disse que a pressão irá se concentrar sobre a reforma tributária. A frente é uma das últimas alternativas para pedir apoio à reforma fiscal, afirmou Horta. Ele disse que a organização parlamentar servirá para aproximar os empresários dos políticos. Enquanto a preocupação dos políticos é a reforma tributária, os empresários querem urgência na redução da taxa de juros.
O presidente da Associação Comercial do Paraná, Ardisson Akel, voltou a frisar que juros mensais de 28% são absurdos. Competimos com desigualdade, pois países próximos como a Argentina têm taxas que chegam a 7%, comparou Akel, ao lembrar que o Brasil está entre os cinco países com maior juro praticado. A taxa nacional de juros chegou a 40% no final do ano passado, quando estourou a crise asiática. Há duas semanas, o governo federal baixou o índice para 28% e a meta é chegar a 20% até o final do ano.


