Em Londrina as gráficas já registram aumento no pedido de materiais impressos, mas a maioria dos empresários é enfática em destacar que, hoje em dia, é investido bem menos dinheiro nessa área. Em média, os proprietários estimaram que o movimento está sendo 15% superior às últimas eleições municipais. Experientes com eleições passadas, eles só fazem o serviço com pagamento à vista e dão preferência para conhecidos. Para Ronaldo Loni, da Gráfica Santa Terezinha, houve uma sensível melhora este mês. ''Eles (candidatos) estão fazendo santinhos e cartazes. É sempre um extra que vem para ajudar mas o pagamento tem que ser metade no pedido e metade na entrega do material'', informou.
Alécio Delalibera, proprietário da Gráfica Modelo, ponderou que o movimento está discreto. ''É muito pequeno em relação a outras campanhas. Está muito morno, ainda não pegou fogo.'' Delalibera acrescentou que é preciso tomar muito cuidado com clientes-candidatos. ''Tem que saber para que candidato você vai fazer material para não ter prejuízo depois'', aconselhou.
Na Midiograf, a ordem é imprimir material para candidatos somente com pagamento à vista. ''Tivemos uma procura grande para o serviço gráfico mas selecionamos muito o que vamos fazer'', apontou Nivaldo Benvenho, proprietário da gráfica. Ele salientou que, além da questão do pagamento, a gráfica dá prioridade para clientes constantes. ''Impedimos que dentro da gráfica haja uma demanda muito grande de produtos políticos, porque são clientes sazonais e podem prejudicar a entrega dos nossos trabalhos para clientes fixos'', argumentou. Para ele, ainda que a gráfica não faça material político, sempre há um incremento no movimento nessa época. ''Sofremos uma elevação do volume de trabalho porque outras gráficas absorvem a demanda política e acabam não atendendo outros clientes, que nos procuram'', disse. (F.B.)

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