Empresários citam mais um servidor da Codel
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de dezembro de 2013
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
O nome de mais um servidor de carreira do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) foi citado anteontem nos depoimentos de empresários ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga suposto pagamento de propina para agilização em doações de áreas para empresas. Três pessoas já foram presas preventivamente, incluindo o gerente de Desenvolvimento Industrial da Codel, Eduardo Ivan Reale, que tem 29 anos de carreira.
Quatro empresários foram ouvidos anteontem pelo Gaeco sobre o caso e dois deles teriam admitido ter pago para obter vantagens em processos de doação de área pública. "Eles queriam áreas na zona sul", diz o promotor de Justiça Renato de Lima Castro.
De acordo com ele, um empresário do ramo de estofados teria afirmado, no depoimento, ter pago R$ 2,4 mil para José Hilário, que é coordenador de Fiscalização e Análise de Projetos da Codel.
O mesmo empresário teria sido cobrado em mais R$ 5 mil pela corretora Eliana Teixeira Gonzaga Zamboni, que também foi presa, mas ele só entregaria o valor após a concretização da doação de área.
O cargo de Hilário é subordinado direto ao de Eduardo Reale. Ambos têm 29 anos de carreira: enquanto o primeiro foi admitido em 5 de setembro de 1984, de acordo com o portal da transparência do município, o segundo foi admitido exatamente um dia antes.
O presidente da Codel, Bruno Veronesi, disse anteontem que uma sindicância vai apurar os trabalhos dos dois setores devido à proximidade de atuação dos cargos.
A FOLHA não conseguiu contato com Hilário ontem.


