Empresários aproveitam para fazer barulho
São Paulo - Funcionários da Caixa ouvidos pela reportagem têm outra versão para a resistência dos lotéricos à mudança do sistema. Eles estariam reclamando porque estão acostumados à parceria com a Gtech, aos atuais equipamentos e porque não querem gastar com treinamento de seus funcionários. Outro motivo, defendeu a fonte, é o descontentamento com a margem de lucro que obtém em cada aposta, considerada baixa pelos empresários, que estariam, assim, aproveitando a ocasião para fazer barulho.
A despeito do costume em lidar com a Gtech, parece haver uma parcela de lotéricos insatisfeita com o atual modelo tecnológico. Pesquisa feita pelo Sindicato dos Empresários Lotéricos de São Paulo (Sincoesp), junto a 202 associados, registrou que 57% dos entrevistados considerava os produtos ofertados pela multinacional ruins. Outros 15% classificaram as máquinas como
boas, enquanto 28% disseram regular.
Os equipamentos da Gtech serão substituído por outros produzidos pelo consórcio Bradesco/ Procomp. A Vicom cuidará dos serviços de telecomunicações e transmissão dos dados; a Trans-World Transportes Especiais será responsável pela guarda, transporte e distribuição dos suprimentos e a Wintech do Brasil fornecerá volantes e bobinas térmicas. Todas as empresas foram contratadas por meio de licitação ocorrida em março do ano passado. (J.L./Folhapres)





