Empresários alegam queda na tanatopraxia
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quarta-feira, 21 de maio de 2008
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
O movimento nas empresas que praticam a tanatopraxia (técnica para prolongar a conservação de cadáveres) teria caído a ''quase zero'' após as denúncias de irregularidades na oferta do serviço. A informação foi dada pelo funcionário da empresa tanato, André Luiz de Maia, ontem pela manhã, na saída de depoimento prestado ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além de maia, o Gaeco interrogou ontem os dois proprietários da empresa Bom Pastor - Osmar Camaçano Martins e seu filho, Gefferson Guilherme Martins - e o plantonista Ilson Marcolino Barbosa. Eram as últimas oitivas que restavam, da lista de 12 pessoas indiciadas no inquérito que apura o golpe da tanatopraxia. Barbosa saiu sem falar com a imprensa.
A princípio orientado pela advogada a não dar entrevista, Maia falou ao final da oitiva. Fez questão de esclarecer que não é ''proprietário'' da tanato, apenas funcionário. Segundo ele, o dono da empresa reside em Maringá e já está sabendo das investigações. O indiciado negou que tenha oferecido propina a funcionários da Acesf para que pressionassem familiares a contratar seus serviços. Também ressaltou que o número de procedimentos realizados pela empresa, em torno de 25 a 30 por mês, foi reduzido a ''praticamente zero'' depois que as denúncias vieram à tona. ''Depois de toda essa conversa, o pessoal da Acesf ficou com medo. Não tinha como não cair o movimento'', afirmou.
Sobre o alto custo do serviço em Londrina - R$ 1,3 mil, ante os R$ 400 cobrados na região - Maia disse que ''a cotação de preços (divulgada pela imprensa) foi feita em funerárias, que vendem outros produtos como caixões e flores.
Os donos da Bom Pastor não quiseram dar entrevista. Osmar esclareceu apenas que é dono de uma funerária em Ibiporã, sendo que o serviço de tanatopraxia em Londrina é administrado por seu filho. O advogado dos empresários, Tony Alves, negou as acusações e frisou que cabia aos funcionários da Acesf determinar quando o serviço era necessário ou não. Ele ainda justificou os valores cobrados afirmando que em outros locais ''o serviço não é feito com as devidas licenças ambientais''. Questionado se o movimento na Bom Pastor também caiu, o advogado foi afirmativo, mas não soube citar números.


