Empresário volta para a prisão
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quarta-feira, 27 de junho de 2012
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
Um dia depois de conseguir habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná e deixar a prisão, o empresário Anderson Fernandes, dono da Sanderson Imóveis, voltou para a cadeia ontem. A prisão preventiva foi determinada pelo juiz da 3 Vara Criminal de Londrina, Katsujo Nakadomari, a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público (MP). O empresário está indiciado por formação de quadrilha e corrupção ativa, porque teria oferecido R$ 40 mil de propina para o vereador Roberto Fú (PDT), com o objetivo de manter a Lei da Muralha. O Gaeco também pediu a prisão preventiva do empresário Ewerton Muffato, que foi negada. O magistrado entendeu que não havia assédio direto dele aos vereadores, ao contrário do que Fernandes estaria fazendo.
Segundo o promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa, o Gaeco tem indícios de que Fernandes agia defendendo interesses dele e de Muffato, quando tentava convencer Fú a manter a Muralha. ''Mesmo com prisões já efetuadas, existem elementos demonstrando que eles continuavam agindo no sentido de cooptar vereadores'', afirmou Jorge Fernando. O promotor alega que a liberdade dos investigados pode comprometer o inquérito instaurado pelo Gaeco, ''tendo em vista que entre as testemunhas estão os parlamentares''. Conforme Jorge Fernando, as investigações revelam que outros vereadores tinham conhecimento do suposto esquema de compra de votos na Câmara.
Fernandes chegou ao Gaeco no final da tarde de ontem, dirigindo o próprio carro, depois de ter sido preso no centro da cidade, na esquina da Rua Goiás com Avenida Higienópolis. Na sequência, ele foi levado para o 5º Distrito Policial, onde seria feita triagem. Hoje pela manhã deve ser feita a transferência para a carceragem de outro DP, porque ele não tem curso superior.
O advogado Walter Bittar disse à FOLHA que iria ter acesso à decisão do juiz da 3 Vara Criminal e entraria ainda hoje com pedido de habeas corpus no TJ. O Grupo Muffato foi procurado pela reportagem, mas ninguém quis se manifestar.


