Empresário teve participação periférica
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Loriane Comeli<BR>Reportagem Local 
O empresário Juan Carlos Monastério de Mattos Dias, um dos 12 condenados em ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF) por crimes praticados em torno do Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), entidade com sede em Londrina e que mantinha contratos com a Prefeitura, ''teve participação periférica'' no esquema, disse seu advogado, André Cunha. Ele afirmou que irá recorrer da decisão do juiz federal Sérgio Moro, que condenou seu cliente a cinco e sete meses de prisão. Enquanto houver possibilidade de recurso, os réus permanecessem em liberdade.
''A sentença acaba desprezando uam série de provas que comprovam a participação periférica do Juan; se fundamenta mais em aspectos presentes na denúncia do que nas provas levadas ao processo'', disse Cunha. ''Vou não só buscar reduzir a pena como também a absolvição já que meu cliente efetivamente trabalhou como consultor e emitiu nota para serviços lícitos.''
Enquanto respondia ao processo do Ciap em liberdade, Monastério teria reincindido em crimes pelos quais agora foi condenado. Ele responde processo por formação de quadrilha, peculato, corrupção e falsidade ideológica no caso das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Gálatas e Atlântico - que sucederam o Ciap nos contratos de programas de saúde, como o Samu, Policlínicas e Saúde da Família.
Neste suposto esquema, sua função também seria repassar notas frias para justificar serviços não prestados e, assim, obter o dinheiro público, que seria desviado para os donos da oscips e de outros envolvidos na suposta quadrilha. No caso do Ciap, segundo o MPF, Monastério teria obtido notas frias para desviar verba federal de programas da área da saúde nos municípios de Londrina, Rolândia, Campo Largo e Castro. ''A imprensa forma determinadas situações conceituais qeu levam às pessoas a impressão de que (os dois casos) é uma coisa só. Mas ele prestava efetivamente serviço lícito às Oscips'', defendeu André Cunha.
O presidente do Ciap, Dinocarme Aparecido Lima, foi condenado a 17 anos de prisão e sua esposa, Vergínia Aparecida Mariani, a 14.


