Empresário reclama que Copel não honra compromissos
Curitiba- O empresário Darci Fantin questionou o fato de a DM não estar recebendo pela energia produzida e repassada para a Copel. Os valores estão bloqueados desde janeiro. ''Procuro a Copel para saber quando vão começar a repassar os valores contratados e dizem que a suspensão é ordem do chefe'', disse, fazendo referência ao governador Roberto Requião (PMDB). O prejuízo da empresa com o pagamento de impostos atrasados seria de R$ 1,5 milhões. A Copel estaria deixando de repassar para a DM cerca de R$ 2,2 milhões (já descontados os valores do empréstimo e o da parte societária da Copel). ''Acho que está havendo perseguição contra mim e a DM Construtora. Mas acredito no trabalho da CPI da Copel'', disse Fantin. A mesma construtora foi citada também na CPI do Banestado por ter feito quitação de empréstimos com o banco com descontos.
Os parlamentares querem agora confrontar o depoimento de Fantin com os do novo diretor de parcerias da Copel Gilberto Grieber e com o diretor da Copel Ronald Thadeu Ravedutti. ''Quero ser acareado'', repetia Fantin. A data da acareação não foi marcada.
A CPI ouviu ainda o representante comercial da Associação dos Diplomados da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (Adifea), Antônio Sampaio Menezes. Ele foi um dos responsáveis pelo início do contrato ''guarda-chuva'' entre o governo do Estado e a Adifea. Os contratos eram feitos sem licitação. A Adifea geralmente terceirizava parte dos serviços para outras empresas. Os contratos foram feitos com a Copel, Celepar e Detran. ''Só participei da reunião de apresentação da Adifea'', garantiu ele. (L.P.)





