Em Porecatu, no Norte do Estado, se o prefeito eleito Walter Tenan (PMDB) tivesse que assumir o cargo ontem não iria conseguir. Isso porque desde o início de setembro ele ocupa uma cela no Centro de Triagem 2, em Piraquara (região metropolitana de Curitiba), acusado pelo crime de receptação de cargas roubadas.
Tenan passou praticamente o último mês sem poder participar de qualquer ato de campanha. Mesmo assim, conseguiu a vitória com uma votação expressiva, considerando que o total de eleitores no Município é de 10.858. Tenan conseguiu 31% (2.801) dos votos válidos e derrotou os adversários Daniel da Receita (PDT), que obteve 25% (2.258) dos votos válidos, Dário Lunardelli (PSL), o preferido de 24% (2.197) do eleitorado, Neusa Campos (PTB), que atingiu 13% (1.230) dos votos válidos, e Fabinho do PT, último colocado com 4% (401) dos votos válidos. Os votos nulos somaram 2% (270), os brancos atingiram 1% (128) e 14% (1.573) dos eleitores se abstiveram
A prisão de Tenan foi realizada pela Delegacia de Estelionato e Desvios de Cargas do Paraná (DEDC), que investigou ele e outros suspeitos por mais de quatro meses. Segundo a Polícia, haveria ''provas cabais'' de que o empresário estaria comercializando mercadorias roubadas nas 11 lojas que ele possui.
Em princípio, nada impediria Tenan de ter a vitória nas urnas assegurada, comentou seus defensores do escritório de advocacia Amaral, em Londrina. A defesa lembrou que a candidatura do empresário foi deferida pela Justiça Eleitoral.

mockup