Goiânia - Um dia antes de participar de audiência na Justiça Federal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, passou ontem por duas avaliações psiquiátricas: uma por seu médico particular e outra por um perito criminal. As avaliações foram um pedido da defesa de Cachoeira. Primeiro, ele foi atendido pelo psiquiatra Antônio Frota, por cerca de meia hora. Cachoeira foi transferido na manhã de ontem para a Superintendência da Polícia Federal em Goiânia. Hoje e quarta-feira haverá audiências na 11 Vara Federal, onde corre processo em que Cachoeira e mais 80 pessoas são réus, sob acusação de crimes como corrupção e formação de quadrilha.
Além disso, um perito indicado pela Justiça Federal fará um relatório para o juiz responsável pelo caso. A partir da avaliação, o magistrado poderá decidir se Cachoeira permanece preso preventivamente ou poderá responder ao processo em liberdade. ''Estamos preocupados com o estado de saúde dele'', disse a advogada Dora Cavalcanti, que defende Cachoeira.
A mulher do empresário, Andressa Mendonça, esteve na sede da PF e entregou um bilhete ao marido. No papel, escrito à mão, dizia que o amor entre eles ''era mais forte que tudo'' e dizia que estava rezando pelo marido. Um homem também pediu que policiais entregassem uma bíblia a Cachoeira.
As audiências do caso começam hoje. Primeiro serão ouvidas as testemunhas de acusação, quatro policiais federais. Depois, as testemunhas de defesa -Cachoeira não indicou nenhuma testemunha neste momento. Na quarta-feira os réus serão ouvidos.

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