Empresário nega irregularidade em terreno
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
Cristiane Oya<BR>Reportagem Local 
O empresário Elias Ferreira prestou esclarecimentos ontem à Comissão de Trabalho, Administração e Serviços Públicos da Câmara de Vereadores de Londrina. A comissão averigua o não cumprimento de contratos de compra de lotes do Parque Industrial Kiugo Takata (região Sul), firmados pela extinta Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel, hoje Idel), entre 1993 e 1996.
Segundo o vice-presidente da comissão, vereador Marcos Defreitas (sem partido), o município teria subsidiado 50% dos valor dos imóveis - pagos em até 18 meses - condicionando aos empresários a edificação no local em determinado período. Passados mais de dez anos, os treze lotes adquiridos por Ferreira, que juntos somam mais de 14,6 mil metros quadrados, continuam inutilizados. ''Não me recordo agora quanto tempo (para edificação) previam os contratos, mas já se passaram mais de dez anos e até agora nada'', argumentou Defreitas.
Ferreira argumentou que a indústria de cosméticos não foi instalada no parque por dificuldades burocráticas geradas pela própria Codel. ''Quando conseguimos aprovar uma linha de crédito junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a Codel não tinha como oferecer a escritura do terreno porque tinha dívidas com o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Sem o documento, não conseguimos o financiamento'', disse.
O empresário alegou que com o entrave gerado pela Codel, comprou outra área para a ampliação da indústria. ''Conversei pessoalmente com todas as diretorias da Codel que passaram por lá explicando a situação. Não há irregularidade. O contrato não fixou prazo (para a construção no terreno)'', complementou, reforçando que não pretende vender a área. ''Não comprei para especulação imobiliária. Se fosse assim, não teria feito a terraplanagem do terreno, murado e gastado mais do que o valor da área.'' Os treze lotes teriam custado na época cerca de R$ 300 mil.
Defreitas deve se reunir com o presidente do Idel, Mauro Viecili, segunda-feira para esclarecer pontos do depoimento de Ferreira. A comissão ainda está tentando ouvir um terceiro empresário que estaria instalado irregularmente no parque. A expectativa é que os trabalhos da comissão sejam concluídos na próxima semana. O parque industrial é formado por 99 lotes. Destes, 76 estariam sendo utilizados regularmente.


