Cuiabá - O empresário José Osmar Borges, acusado de desviar mais de R$ 230 milhões da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), prestou depoimento na noite da última quinta-feira na 2ª Vara da Justiça Federal no Mato Grosso, atendendo à carta precatória da Justiça de Tocantins. Borges e outras 40 pessoas são acusadas de fazer parte de um esquema que fraudou em R$ 1,5 bilhão de projetos em todo País.
Borges e o ex-senador paraense Jader Barbalho respondem a processos nos Estados de Mato Grosso e Tocantins por formação de quadrilha, estelionato e lavagem de dinheiro, segundo o Ministério Público Federal (MPF). No depoimento,o empresário negou todas as acusações de desvio de dinheiro da Sudam em seus projetos. Contudo, em agosto do ano passado, investigadores do MPF e Polícia Federal descobriram cerca de 240 telefonemas que podem comprovar a ligação do Jader Barbalho com o empresário, acusado de ser um dos maiores fraudadores de projetos da extinta Sudam.
Segundo o Ministério Público, os documentos fazem parte do processo que o governo federal está movendo contra Borges, por meio de financiamentos dos empreendimentos Pyramid Agropastoril, Agropecuária Santa Júlia, Moinho Santo Antônio, Saint Germany Agroindustrial, Royal Etiquetas, Pyramid confecções e Superfrigo. Todos eles, segundo relatórios da Secretaria Federal de Controle, tinham fortes indícios de fraudes.
O advogado do empresário, Eduardo Toledo, criticou duramente o MPF. ‘‘O Ministério Público Federal de Mato Grosso até hoje não apresentou nenhuma prova que consiga incriminar o nosso cliente’’, disse.

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