O empresário Luiz Bernardo da Veiga depôs ontem no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e negou crime contra o patrimônio público ou tentativa de extorsão contra algum agente público no imbróglio que envolve a administração municipal e seu irmão, o também empresário Paulo Bernardo da Veiga. Este é proprietário de um terreno cortado pela continuação da Avenida Ayrton Senna, na ligação entre a Avenida Madre Leônia Milito e a PR-445 (Zona Sul).
Semana passada, em depoimento ao promotor Cláudio Esteves, o subsecretário de obras, Agnaldo Rosa, dissera que Paulo Veiga, em uma reunião na Prefeitura, em setembro, teria tentado negociar, em troca da doação do terreno por onde passa a avenida, a retirada de uma ação do Município na qual é pedida a devolução de uma área de 200 mil m2 que fora doada a um grupo empresarial ligado ao proprietário. Para Rosa, a conversa teria ocorrido em tom de ameaça - o que, contudo, não foi confirmado por outros agentes públicos presentes à mesma reunião. ''Foi a oportunidade de se esclarecer e negar peremptoriamente qualquer crime contra funcionário público. Houve reuniões na prefeitura, mas nunca proposta do tipo, como colocado (por Rosa)'', afirmou o advogado de Luiz Veiga, Renato Andrade.
O promotor afirmou que pediu documentos à Prefeitura para saber quanto foi gasto em capa asfática em um terreno particular, ainda não doado. ''Na sequência isso será repassado à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público'', disse.

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