Empresário não vê vínculo entre Jefferson e Marinho
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quarta-feira, 15 de junho de 2005
Folhapress 
Brasília - O empresário Arthur Washeck disse ontem não acreditar que o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) tenha relações com o ex-funcionário dos Correios Mauricio Marinho. ''Duvido que o Roberto Jefferson desça ao patamar do Marinho. Não conheço o Roberto Jefferson, mas Mauricio é funcionário de escalão muito baixo'', disse Washeck. Na fita, o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material da estatal Mauricio Marinho revela supostos detalhes de um esquema de arrecadação para o PTB.
Em depoimento à Polícia Federal (PF), Washeck admitiu ser o mandante da gravação que mostra Mauricio Marinho recebendo propina. Ele disse que fez a gravação por motivos comerciais porque empresas de Brasília teriam sido discriminadas em processos de licitações da estatal. ''Havia uma perseguição velada contra as empresas de Brasília, no caso a minha poderia ser uma, considerada picareta e ''firminha'. Diante disso, a gente teve que tomar uma atitude''.
O empresário esteve ontem no Ministério Público, em Brasília, para prestar esclarecimentos. O procurador responsável pelo caso Bruno Accioli preferiu, no entanto, analisar o depoimento que Washeck deu anteontem à PF, antes de ouvi-lo formalmente.
Washeck também afirmou não haver interesse político no caso e acusou o policial militar licenciado e ex-agente da Agência Brasileira de Investigações (Abin) Jairo Martins de ser o responsável pela distribuição da fita à imprensa. Jairo Martins teria sido o responsável pelo equipamento de gravação, pelo qual Arthur pagava R$ 1.500 diários.


