O empresário Wilson Makoto Yoshida, um dos sócios das empresas Krisswill e Express, ambas de Apucarana, se apresentou ontem à tarde na sede do Ministério Público (MP) do Paraná em cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido contra ele pela 3 Vara Criminal de Londrina. Ao lado do advogado, o empresário prestou depoimento durante quase três horas e, segundo apurou a reportagem, teria revelado detalhes do suposto esquema de corrupção na Prefeitura de Londrina. Yoshida teria acrescentado informações importantes no inquérito e pelo menos um novo nome se tornou alvo do Gaeco e deverá ser convocado. Até o fechamento desta edição, ele permanecia no MP e seria levado para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) 2.
Yoshida, que estava foragido desde terça-feira, teria participação no suposto esquema de fraude em processo licitatório que resultou na compra de uniformes escolares para os alunos da rede municipal.
Apesar de evitar comentários sobre o teor das declarações do empresário, o delegado do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Alan Flore, reconheceu avanços na investigação. ''Acredito que seja um passo importante na investigação a partir do momento em que cada investigado se propõe a apresentar a sua versão, seja verdadeira ou falsa.''
Por volta das 20h30 de ontem, a funcionária do empresário Claudiane Mandelli, cuja prisão chegou a ser pedida pelo MP, porém negada pela Justiça, foi chamada para prestar esclarecimentos.
Liberdade negada
O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná negou o pedido de liberdade de Marcos Divino Ramos, dono da empresa G8, preso no 5º Distrito Policial desde terça-feira. Na decisão, o juiz substituto em 2º grau Gilberto Ferreira afirmou que ''a prisão cautelar do paciente e a não concessão de liberdade provisória foram corretas diante das circunstâncias que cercam os fatos, já que os crimes, em tese praticados, são de extrema gravidade''. Ele destacou que os supostos crimes afetam ''em especial o cidadão de baixa renda que depende de serviços públicos, que invariavelmente são precários por falta de verba''.

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