São Paulo - Em ações simultâneas deflagradas ontem à tarde em São Paulo, a Polícia Federal de Brasília prendeu Law Kin Chong, 43 anos, empresário chinês naturalizado brasileiro, e o advogado e despachante aduaneiro Pedro Lindolfo Sarlo. Ambos foram presos sob acusação de terem tentado corromper por US$ 2 milhões o presidente da CPI da Pirataria, Luiz Antonio de Medeiros (PL-SP).
O parlamentar foi o próprio autor da denúncia. Chong, segundo ele, queria um abrandamento das acusações no relatório final da CPI, prestes a ser apresentado ao Congresso Nacional. O empresário, dono de 600 lojas em três shoppings populares de São Paulo, segundo a CPI, é o maior contrabandista do país.
Sob a mira de pistolas dos policiais, Sarlo foi algemado e negou ser dono do dinheiro, que havia levado ao escritório de Medeiros. Quando a PF entrou na sala, na mesa havia US$ 75 mil que o advogado havia trazido como primeiro sinal da corrupção.
Ao mesmo tempo, no centro da cidade, uma equipe da PF vasculhava as empresas de Chong para tentar prendê-lo. Ao chegar algemado à sede da PF, em São Paulo, Chong não deu declarações. Seu advogado, Elcio Scapaticio, disse que a prisão ''foi uma armação de Medeiros por conta do relatório final da CPI''.

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