Empresário é condenado por sonegação fiscal
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quarta-feira, 18 de outubro de 2006
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
O juiz da Vara Federal Criminal de Londrina, Eduardo Appio, decretou a prisão preventiva do empresário Gabriel Khouri, por sonegação fiscal de quase R$ 5,8 milhões (em valores não atualizados).
Segundo a Folha apurou, Gabriel foi denunciado em uma ação assinada pelo procurador federal Mário Ferreira Leite, ajuizada em maio de 2004, por sonegação fiscal entre 1998 e 1999. Os valores sonegados teriam sido apurados em uma fiscalização da Receita Federal sobre depósitos em contas correntes do empresário de recursos sem comprovação de origem.
A sentença de mérito, expedida na sexta-feira, dia 13, condena o empresário a cinco anos e três meses de prisão em regime semi-aberto. A prisão de Gabriel já havia sido decretada liminarmente no dia 10 de junho. A pedido dos advogados de defesa, a medida foi suspensa no dia 14 de agosto pelo juiz substituto Fábio Martino. Há quatro dias, uma equipe da Polícia Federal (PF) vêm realizando diligências, mas ainda não localizou Gabriel.
A reportagem também não conseguiu entrar em contato com o empresário. O advogado de Gabriel, Marcelo Leal, não retornou as ligações.
Em julho de 2005, Gabriel e outros seis nomes ligados à família Khouri, entre pessoas físicas e jurídicas, foram relacionados pela Procuradoria da Fazenda Nacional, entre os 100 maiores devedores de impostos federais em Londrina. Juntos, os cem citados acumulam uma dívida que ultrapassa R$ 720 milhões. Até o final do ano, deverão ser realizadas outras operações semelhantes em relação a sonegação fiscal.
Gabriel também teve a prisão preventiva decretada em maio de 2002, em um processo que tramitou no Fórum de Londrina. Ele foi citado em uma ação penal por crime falimentar. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP), a partir do dia 16 de julho de 1998, quando a Justiça decretou a falência da Indústria de Roupas Confiança, da qual Gabriel era sócio-proprietário, até setembro do mesmo ano, ele teria transferido mais de R$ 520 mil de uma conta corrente aberta em Assaí (36 km a leste de Londrina), para sua conta pessoal e de terceiros. A conta não teria sido declarada à Justiça.
O empresário poderá recorrer da sentença no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, em Porto Alegre.


