O empresário-doleiro Alberto Youssef, de Londrina, ficou preso durante 17 dias no início de dezembro do ano passado, acusado de ser o responsável pela movimentação de R$ 120 mil desviados da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) em licitação fraudulenta. A conta foi aberta em agência do Banestado de Londrina em nome da empresa ‘‘Freitas & Dutra’’ com documentos falsificados e foto do ‘‘laranja’’ José Aparecido dos Santos, de Florestópolis.
A prisão foi determinada pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas, que acatou solicitação do Ministério Público (MP). Além de Youssef, também tiveram a prisão preventiva decretada o servidor municipal João Edson Danzinger, o ‘‘João Boquinha’’, além de Antonio Carlos Neri Romero, que seria segurança do empresário, e Eroni Miguel Peres, cunhado de Youssef. Todos teriam participação na abertura e movimentação da conta fantasma.
Depois de 17 dias de cadeia, o doleiro acabou liberado por decisão do Tribunal de Justiça (TJ), que acatou pedido de liminar em habeas-corpus impetrado pela defesa de Youssef. Outro acusado, João Danzinger, ficou foragido até o dia 28 de janeiro quando foi preso pela Polícia Militar. Ele continua detido no 2º Distrito Policial de Londrina. Antonio Carlos Romero e Eroni Peres estão foragidos.
A conta da Freitas & Dutra é apenas uma dentre pelo menos 32 contas fantasmas abertas em agências do Banestado e que seriam movimentadas por Youssef. O MP de Londrina apurou que documentos dos mesmos ‘‘laranjas’’ utilizados para abrir as contas bancárias também foram utilizados na abertura de contas irregulares em outras cidades do Brasil – o que indica um amplo esquema de lavagem de dinheiro.

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