SÃO PAULO - O empresário Luiz Roberto Demarco, uma das vítimas da espionagem da empresa Kroll, anunciou ontem que vai processar a multinacional no Brasil e no exterior. Ele divulgou uma nota na qual afirma que pretende ''tomar todas as medidas criminais e cíveis cabíveis'' contra os responsáveis pelas ilegalidades cometidas.
Demarco relata que, em 11 de julho de 2001, enviou ''carta ao sr. Michael Cherkasky, presidente mundial da Kroll, requerendo providências com relação a um crime cometido contra mim e que teria contado com a participação de Eduardo Sampaio Gomide, presidente da Kroll no Brasil''.
Esse crime foi o ''roubo de 4.000 e-mails'' de seu computador por dois ''indivíduos ligados ao Opportunity de Daniel Dantas''. Segundo ele, os dois e-mails referidos ao ministro Luiz Gushiken, que ''não contêm nenhuma irregularidade e datam de um período muito anterior ao governo Lula'', podem ter sido obtidos por meio dessa ação criminosa.
Demarco afirma ainda que sua empresa, a Miracula, não tem ''contratos com o governo ou financiamentos do BNDES'', fornecendo apenas a ferramenta de internet usada na ''Lojinha do PT''.
A Kroll afirma que nunca ''investigou nenhuma autoridade do governo brasileiro''. Diz que ''recebeu os e-mails citados na reportagem da ''Folha de S.Paulo'' de 22 de julho no contexto do processo de divórcio litigioso entre o sr. Demarco e sua então esposa, Maria Regina Yazbek''.

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