Entidades de classe, comunidades organizadas e empresários devem ser vistos como parceiros pelo novo prefeito de São Paulo para a realização de projetos que visam o desenvolvimento sustentado e a prosperidade da população. A avaliação é do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Artur Quaresma.
‘‘Embora o poder público tenha suas obrigações, as sociedades organizadas têm condições de contribuir com o Executivo no que diz respeito à elaboração e gestão de projetos sociais’’, afirmou Quaresma. ‘‘A reurbanização do Pelourinho (Salvador), por exemplo, foi feita pela prefeitura, que removeu famílias da região para lugares com condições dignas de moradia, com direito à educação oferecida pelas comunidades organizadas’’, avaliou.
A Federação dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT) espera obter uma inserção direta nas questões trabalhistas, com o novo prefeito de São Paulo. ‘‘Queremos realizar uma gestão petista de primeiro nível’’, disse o presidente da entidade, Paulo Sergio Ribeiro Alves, confiante de que a candidata do PT, Marta Suplicy, vencerá o segundo turno das eleições na capital.
Para Alves, o novo prefeito deverá criar empregos e adotar a política de renda mínima e o orçamento participativo. Segundo ele, tais metas serão mais facilmente atingidas se a Prefeitura permitir o acesso direto dos sindicatos de trabalhadores e de comitês representativos dos bairros da capital nas gestões de governo.

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