Curitiba - A CPI da Copel ouviu ontem Milton João Machiavelli, sócio da Rodosafra, empresa que recebeu R$ 3,2 milhões na operação realizada entre a estatal e a Olvepar. O empresário, que se recusou a falar com a imprensa, não apresentou nenhuma novidade aos deputados.
Machiavelli disse que a Olvepar devia R$ 13,2 milhões de sua massa falida para a Rodosafra referente a fretes e armazenagens. Dos R$ 3,2 milhões pagos à Rodosafra, R$ 300 mil foram para a conta pessoal de Machiavelli. Ele explicou que os três sócios da empresa receberam valores proporcionais referente à participação nos lucros da Rodosafra, que está com os bens indisponibilizados pela Justiça por causa das investigações. ''Foi a única vez que recebemos valores da Copel. Esta transação era um abatimento da dívida da Olvepar com a Rodosafra. A Plantarte foi a empresa que nos auxiliou na condução da negociação'', contou ele, no depoimento à CPI.
As investigações realizadas até agora demonstram os valores pagos pela Copel à Olvepar, em dezembro de 2002, foram remetidos às empresas Mega Up-Grade Informática, DDL-Distribuição e Comércio, Overjet Informática, Jorge Domingos Advogados Associados e Mix Trade Comércio Internacional. Também teriam sido beneficiadas com verbas da compra dos créditos tributários as empresas Plantarte Assessoria e Comércio Ltda., Silgrain Operações Portuárias e Rodosafra Logística e Transporte. (L.P.)

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