Empresário de Londrina preso por esquema de fraude em falências deixa cadeia


Guilherme Marconi - Grupo Folha
Guilherme Marconi - Grupo Folha

A gestora do fundo imobiliário Supernova Capital, do grupo GGR Covepi Renda, emitiu nota para informar que opera em condições de absoluta normalidade após deflagração da operação Máfia das Falências. A empresa era gerida pelos empresários londrinenses Thiago Schietti (diretor executivo) e Lucas Schietti ( diretor financeiro).  Lucas foi solto na última semana, após cumprir prisão temporária em Londrina. Já Thiago foi preso em São Paulo e não há informações sobre sua soltura. Ambos foram detidos no dia 21 de novembro.


O processo corre em segredo de Justiça. Segundo o Ministério Público, o grupo teria realizado fraudes em recuperações judiciais e falências, buscando apropriação, desvio e ocultação de bens da recuperação judicial, para prejudicar credores. Ainda segundo o órgão, a fraude seria na sonegação e omissão de informações com o fim de induzir a erro o Judiciário, o Ministério Público, os credores e o administrador judicial.




O principal beneficiário do suposto esquema, o dono da construtora Borges Landeiro, Dejair José Borges, e outras seis pessoas também foram soltas em Goiás no último sábado (30), após um habeas corpus concedido pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). Segundo a investigação, não existia motivo para Borges Landeiro pedir a recuperação judicial. A empresa alegou à Justiça dívidas de R$ 250 milhões, enquanto o proprietário da construtora tem patrimônio de R$ 600 milhões.


A FOLHA não conseguiu entrevista com o promotor Juan Borges de Abreu, que conduz o inquérito. Segundo a assessoria de imprensa do MP de Goiás, a investigação continua aberta e não há previsão de quando a denúncia será oferecida à Justiça. 



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Consultada, a defesa dos irmãos Schietti não quis conceder entrevista. Em nota, o grupo GGR Covepi Renda  informou que aceitou o afastamento voluntário dos dois profissionais de suas funções executivas.  "A Supernova Capital reafirma seu compromisso irrevogável com o respeito às leis e regulamentos vigentes, bem como com a promoção de um mercado de capitais cada vez mais justo, eficiente, transparente e confiável", diz o comunicado. 


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