O empresário José Luiz Pascual Filho, proprietário do Laboratório Biopar, de Londrina, desmente a versão do assessor de imprensa da Secretaria Estadual de Obras, Naym Libos, de que a prisão em flagrante do ex-fiscal da Sunab Ozias Farias Campos teria sido uma farsa. Naym e Ozias foram condenados pela Justiça Federal. Na semana passada, para se defender, Naym argumentou que a empresa teria armado o flagrante contra o ex-fiscal.

Em 1991, Naym era delegado-regional da Sunab (extinta depois) e Ozias, fiscal do órgão. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Ozias teria pedido Cr$ 100 mil (cruzeiros) para não autuar o laboratório e Naym teria participado da ação. O fiscal foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF).

Pascual Filho afirmou que a empresa só colaborou com a PF, porque também estava sendo vítima de extorsão. Segundo ele, a polícia já investigava as ações de Ozias. ''Tanto que eu cheguei para trabalhar e o Morel (delegado aposentado da PF, Roberto Morel) já estava na empresa com três agentes que investigavam o Ozias. ''A Biopar só colaborou com um pedido das autoridades, não havia interesse em armar qualquer coisa contra o Naym ou contra ninguém.''

Segundo Pascual, Naym teria dito que seria mais fácil ''acertar'' com o fiscal do que contratar um advogado para recorrer de uma eventual multa.

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