O Ministério Público (MP) estadual ouviu ontem um empresário da área de publicidade e propaganda que confirmou ter prestado serviços à campanha do prefeito Cassio Taniguchi. A pessoa, que seria responsável por duas empresas que trabalharam para o comitê do PFL, negou ter recebido mais dinheiro do que o que foi declarado na prestação oficial de contas do partido.

O nome do empresário foi mantido em sigilo pelos promotores. Mas eles afirmaram que o depoimento, que durou cerca de três horas, foi proveitoso. Segundo o promotor da divisão de Proteção ao Patrimônio Público, José Geraldo Gonçalves, as afirmações do empresário darão origem a novas diligências pelo Ministério Público.

Três advogados acompanharam o depoimento do empresário. Um deles é o criminalista Antônio Figueiredo Basto, que representa os interesses do PFL desde quarta-feira. Figueiredo Basto deixou o depoimento e seguiu para a reunião realizada ontem por membros do PFL para discutir o andamento do caso.

Os representantes de algumas agências de pesquisa eleitoral citadas nos documentos entregues pelo PMDB ao MP também serão ouvidos. O MP expediu cartas precatórias para os promotores de Minas Gerais e São Paulo, para ouvir os responsáveis pelos institutos de pesquisa Vox Populi e Brasmarket.

As evidências de participação na campanha são mais fortes em relação ao Vox Populi. Um bilhete, cuja caligrafia foi confirmada como sendo do coordenador financeiro da campanha, Mário Lopes Filho, refere-se a um pagamento de R$ 133.934,00 ao instituto. Entradas no suposto livro-caixa e a fotocópia de um recibo do Vox Populi registram o mesmo valor. (R.S.)

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