Empresário coordenará Fórum dos Usuários
Da Redação
O empresário Paulo Ferreira Muniz iniciou ontem em Londrina articulações para a realização do Fórum dos Usuários das Rodovias do Paraná. Muniz, que preside a Associação dos Abatedouros e Produtores Avícolas do Paraná (Avipar) e é vice-presidente da entidade nacional, será o coordenador e porta-voz do fórum, e representará o Norte do Paraná em seminário sobre o assunto no próximo dia 18, em Curitiba. Ambas as promoções contam com o apoio e parceria da Folha de Londrina/Folha do Paraná.
A discussão é muito apropriada, declarou Muniz, e poderá subsidiar o seminário, espelhando as preocupações, dúvidas e expectativas dos usuários das rodovias paranaenses. O fórum, cuja data será marcada nos próximos dias, reunirá importantes líderes de segmentos de Londrina, como Associação Comercial e Industrial (Acil), Sociedade Rural do Paraná (SRP) e outros, que estão sendo convidados.
O empresário disse que a idéia do fórum está sendo muito bem recebida em Londrina e na Região Norte. É claro que ninguém é contrário ao pedágio. Isso existe em todo o mundo. O que queremos é transparência, desejamos ter acesso aos contratos feitos entre governo e concessionárias, para dirimir dúvidas e, talvez, oferecer alguma contribuição aos envolvidos no processo, afirmou.
Muniz acrescentou que o Fórum dos Usuários das Rodovias, que será realizado no Hotel Sumatra, poderá contar também com representantes da classe dos transportadores e de outros segmentos, e produzirá uma Carta de Londrina em que serão apontadas sugestões. A carta será levada ao seminário promovida pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Setcepar) no dia 18, em Curitiba.
O superintendente da Folha de Londrina/Folha do Paraná, ex-senador e ex-ministro José Eduardo Andrade Vieira, autor da proposta de criação do Fórum dos Usuários das Rodovias, ressaltou ontem em Londrina que o problema do pedágio é nacional, e não apenas paranaense, e é sob uma perspectiva de Federação que deve ser debatido pelos diversos segmentos envolvidos. Basta lembrar que 80% da produção do Paraná segue para São Paulo, onde pagamos por um pedágio mais caro do que aqui, afirmou.





