Empresário contradiz governador de Goiás
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terça-feira, 05 de junho de 2012
Breno Costa e <br>Erich Decat<br>Folhapress 
Brasília - O empresário Walter Paulo Santiago apresentou ontem à CPI do Cachoeira uma nova versão para a nebulosa venda de uma casa pelo governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). O empresário afirmou ter comprado o imóvel por R$ 1,4 milhão em dinheiro vivo, entregue em pacotes com notas de R$ 50 e R$ 100 a um assessor direto do tucano. ''Eu paguei em dinheiro, e não sei nada de cheques'', disse.
Essa é a quarta versão apresentada na CPI para a negociação da casa, que foi onde o empresário Carlinhos Cachoeira acabou preso pela Polícia Federal em 29 de fevereiro, durante a Operação Monte Carlo.
A relação entre Perillo e Cachoeira na transação da casa é um dos tópicos a respeito do qual o governador deve ser questionado na próxima terça, quando irá depor na CPI.
A versão de ontem junta-se à apresentada pela PF, à divulgada por Perillo e à sustentada pelo ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez, suposto intermediário da compra e articulador político do grupo de Cachoeira. Todas as quatro versões diferem entre si.
Dono de uma faculdade em Goiânia, Santiago disse ontem na CPI ter feito o pagamento em espécie a Lúcio Fiuza, assessor de Perillo, em julho do ano passado. Com Fiuza, que representaria Perillo, estaria Garcez.


