Empresário confirma propina a servidores da Acesf
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terça-feira, 16 de setembro de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O proprietário da empresa de tanatopraxia (técnica de conservação de cadáveres) Tanato, de Londrina, Flávio Piloto, apresentou ao Gaeco uma lista de funcionários da Acesf aos quais pagaria propina, entre 2004 e início deste ano, a fim de que o serviço fosse oferecido a usuários da autarquia. O delegado que conduz o segundo inquérito do caso tanato - escândalo no qual é apurada suposta coação de servidores da Acesf na venda do serviço -, Alan Flore, confirmou ontem que Piloto deu as informações em depoimento prestado na semana passada.
Em agosto, o Gaeco localizou na casa de uma pessoa ligada a um funcionário de Piloto, Magno Linger Campos, 12 CDs com imagens do circuito interno de câmeras da empresa, além de dois livros com os registros contábeis entre 2004 e início deste ano. Neles, havia anotações como nomes, apelidos e iniciais ao lado de valores que variavam entre R$ 50 e R$ 1 mil. O Gaeco já indicou que o material, anexado ao segundo inquérito, deve subsidiar indiciamento de outras pessoas que não as 13 do primeiro. No último dia 27, o próprio Campos, em depoimento, afirmara que a Tanato seria ''obrigada a concordar'' com o pagamento de comissões aos servidores da Acesf.
De acordo com o delegado, o empresário ''especificou quem eram os apelidos e iniciais dos livros contábeis e apresentou outros nomes além dos já denunciados no primeiro inquérito''. Quantos? ''Há uma lista deles, não dá para precisar. Agora, a investigação segue para a conclusão com mais esses depoimentos.''
A corregedora-geral do Município, Erika Dimitruk, aguarda documentação do caso, já solicitada ao Gaeco, para subsidiar os processos administrativos-displicinares abertos contra 14 servidores da Acesf.


