Empresário citado em depoimento cobra dívida de R$ 300 mil de Oscip
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
A pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a defesa de Bruno Valverde, presidente do Instituto Atlântico, entregou ontem aos promotores cópia de processo judicial no qual a entidade - investigada pela operação Antissepsia ao lado do Instituto Gálatas - é cobrada em R$ 300 mil.
A ação de cobrança foi ajuizada pelo publicitário Ruy Nogueira Netto, de São Paulo, que teria prestado serviços de publicidade e marketing ao instituto entre novembro de 2010 e dezembro de 2010, aproximadamente, segundo afirmou à FOLHA o advogado do publicitário, Fábio Martins Pereira.
Segundo Pereira, o serviço foi contratado verbalmente e a função de Ruy Nogueira era dar consultoria, reconstruir a imagem do Instituto Atlântico, fazer marketing e comunicação visual, que incluia a construção de um site da Oscip.
Tal serviço deveria ser pago em seis vezes, o que, segundo o advogado de Ruy Nogueira, não ocorreu. ''Meu cliente obteve uma confissão de dívida do Bruno Valverde, que assinou o documento como presidente do Instituto Atlântico, mas a ata do instituto comprova que à época da assinatura, em 25 de janeiro de 2011, ele ainda não havia assumido o cargo'', relatou. ''Assim, ele (Ruy Nogueira) resolveu procurar a justiça.''
Na ação de cobrança, que tramita na 5 Vara Cível, o advogado juntou cópias de documentos que comprovariam a execução do serviço, tais como notas de prestadores de serviços e de hotéis onde permaneceu em Londrina enquanto executava o trabalho de marketing.
Fábio Pereira também comentou sobre as declarações do advogado de Marcos Ratto (ex-conselheiro municipal de saúde) de que Ruy Nogueira e a primeira-dama, Ana Laura Lino Barbosa, teria atuado na contratação do Atlântico.
''Meu cliente nada teve a ver com isso. As declarações do envolvido, que são baseadas nas conversas com Bruno Valverde, não são confiáveis'', declarou.
Na petição inicial da ação de cobrança, o advogado faz várias acusações e insinuações contra o presidente do Instituto Atlântico. ''Meu cliente, após verificar que o Bruno praticou falsidade ideológica ao assinar a confissão da dívida, encaminhou e-mail sobre conduta do Instituto a vários secretários da administração municipal e à Procuradoria Jurídica'', garantiu.
O advogado Vinícius Borba, que defende Bruno Valverde, disse que a cópia do processo foi entregue a pedido do Ministério Público. ''Também somos advogados do Instituto Atlântico nesta ação de cobrança e estamos alegando que não houve prestação de serviços; portanto, a dívida não é procedente'', afirmou.
O advogado Fpabio Pereira protocolou ontem no Ministério Público, um ofício no qual Rodrigues se disponibiliza a prestar depoimento.


