O empresário Gabriel Khouri, que teve prisão preventiva decretada na última sexta-feira em proceso por sonegação fiscal no valor de R$ 5,8 milhões, apresentou-se ontem pela manhã à Polícia Federal em Londrina. No início da noite, porém, a decisão foi revogada. O empresário ficou menos de 12 horas detido na carceragem da PF.
Segundo a Folha apurou, Gabriel Khouri foi denunciado pelo procurador federal, Mário Ferreira Leite, em maio de 2004, após fiscalização da Receita Federal apontar sonegação sobre depósitos em contas correntes de recursos sem comprovação de origem relativos aos anos de 1998 e 1999.
Agentes da PF tentaram cumprir o mandado de prisão por quatro dias, mas o empresário não foi localizado. O delegado da Polícia Federal, Kandy Takahashi, disse que o empresário se apresentou ontem por volta das 11h, acompanhado por seus advogados.
Às 13h45, a advogada Gislene Alemeida Barroso, defensora do empresário, entregou pedido de revogação da prisão provisória na Vara Federal Criminal, alegando que ele sofre de problemas respiratórios e utiliza aparelhos durante a noite para evitar apnéia - parada da respiração.
Às 19h, o juiz Eduardo Appio, autor da prisão, revogou a medida, amparado em parecer da procuradora federal, Cíntia Maria de Andrade. Segundo informações do cartório da Vara Criminal, o mandado de soltura seria expedido ainda ontem.
Em julho de 2005, Gabriel e outros seis nomes ligados à família Khouri, entre pessoas físicas e jurídicas, foram relacionados pela Procuradoria da Fazenda Nacional, entre os 100 maiores devedores de impostos federais em Londrina, num montante aproximado de R$ 720 milhões.
O empresário Gabriel Khouri também teve prisão preventiva decretada em 2002, na Justiça Estadual, em ação por crime falimentar. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público, ele teria transferido R$ 520 mil da Indústria de Roupas Confiança, da qual era sócio proprietário, para uma conta particular sem informar à Justiça. A Indústria Confiança teve falência decretada em 16 de julho de 1998.
A Folha tentou contato com a advogada Gislene Almeida Barroso mas não obteve retorno.

mockup